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domingo, 2 de maio de 2010

Chuva de questões


Dá pra ser e não ser?


"O melhor meio de se aproximar da filosofia é fazer perguntas filosóficas."



Perguntar é tão espontâneo quanto respirar. Só nos descobrimos fazendo quando prestamos atenção. E do mesmo modo que temos diferentes fôlegos para as diversas atividades do dia-a-dia, também nos encontramos entre as mais distintas questões conforme a variedade de situações vividas.

Certas questões proclamam-se importantes e significativas, enquanto outras parecem realmente não ter consequências.


Pequenas questões: aquelas que podem ser facilmente respondidas com base em nossas experiências.

Grandes questões: aquelas cujas respostas exigem maneiras não usuais de pensar, por sua escala ou abrangência;


A diferença entre ambas não está no seu grau de importância, mas nas suas exigências quanto ao tempo, o dinheiro e esforço para serem respondidas. Quanto maior a questão, mais intensa é a busca de informação relevante exigida pela resposta.

Para todos os objetivos e propósitos, existem apenas dois tipos de questão: as técnicas e do cotidiano. A maioria das questões do cotidiano são leigas, e nós mesmos gostamos de respondê-la. As questões técnicas requerem a busca sistemática de informação e são os especialistas os aptos para encontrar suas respostas.


Questões do cotidiano: aquelas que emergem da vida comum, corrente, cujas respostas podem se basear no senso comum.

Questões técnicas: aquelas cujas respostas requerem a busca sistemática de informação.


As questões cotidianas são significativas. Certamente são importantes para nós. E algumas vezes, essas questões assumem uma escala e uma significância tal que parecem diminuir completamente as demais.


Questões fundamentais da vida cotidiana: essas são questões claramente não técnicas. Nenhum acúmulo de dados pode respondê-las.


As questões que estão fora do âmbito dos especialistas podem ser chamadas de filosóficas. Tais questões não se preocupam com a aquisição de informação, e sim com algo mais – algo que podemos chamar de “sabedoria”.


Questões filosóficas: são algumas das mais fundamentais da vida cotidiana


São uma variedade especial de questões do cotidiano. Não são técnicas e nem podem ser respondidas como tal – isto é, pelos auto-intitulados especialistas. Surgem dos problemas da existência cotidiana, podendo parecer tão estranhas e desconcertantes que quase desafiam explicações.

E por serem questões do cotidiano, todos, em algum momento da sua vida, filosofam.

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